O protesto é contra o plano de salários (PL 2474), que o governador Sérgio Cabral propõe.
Veja o vídeo colocado no Youtube onde os professores perguntam:
Quanto vale o professor?
http://www.youtube.com/watch?v=8GlvmddAM1s
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domingo, 6 de setembro de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
CAMPEÃO DA BRONCA NAS SALAS DE AULA
Pesquisas revelam que, no Brasil, professores perdem 17,8% da aula para domar alunos.
Rio - É no Brasil onde professores perdem mais tempo para manter a disciplina dos estudantes: 17,8% da aula é dedicada a isso. A pesquisa foi realizada em 23 países pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade internacional com sede na França. Foram ouvidos 5.687 mestres e diretores de 5ª a 8ª séries de escolas públicas e privadas.
Microfone ajudou os professores de Niterói a controlar os estudantes
“O mais grave é o número elevado de alunos em salas de aula. É quase impossível manter 50 ou 60 jovens concentrados quando deveria haver menos da metade”, revelou a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação (Sepe-RJ), Beatriz Lugão. O relatório revelou que as classes brasileiras têm, em média, 32,2 alunos: é o quarto pior no ranking. Beatriz ressalta que a escassez de atividades complementares contribui para que as aulas se tornem monótonas. Violência e conflitos familiares deixam jovens dispersos. A falta de disciplina também se reflete na saúde do professor. Segundo o Sepe, 30% dos pedidos mensais de afastamentos no estado são relativos a problemas causados por aumento do tom de voz, ameaças e cansaço. Na rede municipal de Niterói, a solução foi a instalação de microfones. “Acabaram as piadinhas que surgem quando alguém diz que não ouviu o professor, desencadeando vários transtornos disciplinares”, atesta a diretora da Escola Municipal Mestra Fininha, Cristina Valéria Santos. O governo estadual também está adquirindo este ano mais de 20 mil kits de microfones e amplificadores para distribuir aos profissionais da rede. Pela comparação do OCDE, 71% dos mestres brasileiros começaram a dar aulas sem passar por adaptação, percentual quase três vezes maior que o dos demais países (25%).
O DIA
Rio - É no Brasil onde professores perdem mais tempo para manter a disciplina dos estudantes: 17,8% da aula é dedicada a isso. A pesquisa foi realizada em 23 países pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade internacional com sede na França. Foram ouvidos 5.687 mestres e diretores de 5ª a 8ª séries de escolas públicas e privadas.
Microfone ajudou os professores de Niterói a controlar os estudantes
“O mais grave é o número elevado de alunos em salas de aula. É quase impossível manter 50 ou 60 jovens concentrados quando deveria haver menos da metade”, revelou a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação (Sepe-RJ), Beatriz Lugão. O relatório revelou que as classes brasileiras têm, em média, 32,2 alunos: é o quarto pior no ranking. Beatriz ressalta que a escassez de atividades complementares contribui para que as aulas se tornem monótonas. Violência e conflitos familiares deixam jovens dispersos. A falta de disciplina também se reflete na saúde do professor. Segundo o Sepe, 30% dos pedidos mensais de afastamentos no estado são relativos a problemas causados por aumento do tom de voz, ameaças e cansaço. Na rede municipal de Niterói, a solução foi a instalação de microfones. “Acabaram as piadinhas que surgem quando alguém diz que não ouviu o professor, desencadeando vários transtornos disciplinares”, atesta a diretora da Escola Municipal Mestra Fininha, Cristina Valéria Santos. O governo estadual também está adquirindo este ano mais de 20 mil kits de microfones e amplificadores para distribuir aos profissionais da rede. Pela comparação do OCDE, 71% dos mestres brasileiros começaram a dar aulas sem passar por adaptação, percentual quase três vezes maior que o dos demais países (25%).
O DIA
domingo, 14 de junho de 2009
PROGRAMA INCENTIVA PROFESSOR A ENSINAR
Um investimento de R$ 100 por pessoa ajuda professores a ensinar melhor. Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que o Pro-Letramento, programa do Ministério da Educação, causa impacto no resultado da Prova Brasil em Estados que aderiram ao sistema.O trabalho revela que, onde já houve treinamento da maior parte dos professores, os resultados na Prova Brasil de português e matemática de alunos da 4ª série podem ser mais do que o dobro dos obtidos em Estados do Sudeste. O impacto da prova elevou, por exemplo, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Piauí – Estado com mais professores treinados – de 2,8 pontos, em 2005, para 3,5 em 2007.
O Pro-Letramento
> Criado em 2007, o Pro-Letramento forma tutores – professores das redes estadual e municipal instruídos por mestrandos ou doutorandos – para treinar seus colegas.
> Cada tutor recebia até o ano passado uma bolsa de R$ 100, reajustada agora para R$ 600, e material para dar aulas e distribuir aos colegas.
> Até agora, 260 mil docentes foram treinados.
O Pro-Letramento
> Criado em 2007, o Pro-Letramento forma tutores – professores das redes estadual e municipal instruídos por mestrandos ou doutorandos – para treinar seus colegas.
> Cada tutor recebia até o ano passado uma bolsa de R$ 100, reajustada agora para R$ 600, e material para dar aulas e distribuir aos colegas.
> Até agora, 260 mil docentes foram treinados.
Jornal Zero Hora - 08/06/2009
PROFESSOR ... CUIDE DA SUA VOZ
A voz dos professores corre sempre perigo. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Subdelagacia do Trabalho da Zona Norte de São Paulo, em parceria com o Sindicato dos Professores e com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
A pesquisa, que começou em junho do ano passado, envolveu até o momento 1,5 mil docentes, de ambos os sexos, com idade predominante entre 30 e 45 anos, de nove universidades.Para realizar o estudo, os 1,5 mil professores entrevistados até o momento, responderam a um questionário que avaliou as condições de trabalho, o controle da saúde, as medidas de prevenção para a saúde da voz e a prevalência de doenças. Dos entrevistados, 60% nunca tiveram nenhum cuidado com a voz contra 34% que afirmaram ter; e 83% nunca realizaram um exame com um especialista.Do total de questionários, 217 foram analisados minuciosamente, sendo 55% homens e 45% mulheres. "Estatisticamente, essa amostragem diz respeito à realidade dos demais professores", afirmou Sandra. Desses, 54% dos docentes ministram aulas de 100 minutos; 76% disseram que sentem dor e irritação na garganta; 61% afirmaram ter variação da voz durante o dia de trabalho; 54% acabam a semana com a voz ruim; e 29% acordam diariamente com rouquidão. "Os professores não têm mesmo informação alguma sobre como cuidar de suas vozes. Usam a laringe e as pregas vocais (corda vocais) indevidamente ou falam numa intensidade errada, além disso, não bebem água constantemente e poucos usam microfones", afirmou Monica Cristina Andrade Bassetto, coordenadora do curso de especialização em audiologia da Faculdade de Medicina da Fundação ABC.As profissionais afirmam que, além da disfonia (alteração na produção da voz), o uso inadequado da voz pode causar rouquidão, afonia (perda da voz); variações no tom e nódulos (calos nas pregas vocais), que só podem ser retirados cirurgicamente.
TRATAMENTO
- O tratamento para tais problemas pode variar do uso de medicação oral, fonoterapia (terapia para aprender a controlar e corrigir a voz) até cirurgia. "Mas a prevenção ainda é fundamental. Numa simples palestra, num artigo ou numa consulta com um profissional, o professor pode aprender dicas importantes para preservar a qualidade de sua voz", afirmou Monica.
DICAS:
- Beba goles de água em temperatura ambiente durante as aulas. A água mantém as pregas vocais hidratadas.
- Engula a água devagar para movimentar a musculatura da língua e dar mais força à voz.
- Diminua o consumo de café, pois ele desidrata as pregas vocais.
- Se você leciona para mais de 50 alunos, use microfone em sala de aula.
- Não grite para ser ouvido. Isso pode ser muito prejudicial.
- Falar por horas seguidas também não é indicado.
- Faça pausas durante seu período de aulas.
- Controle os ruídos em seu ambiente de trabalho.
- Se o som aumenta, automaticamente sua voz também.
- O fonoaudiólogo pode lhe ensinar exercícios para o uso adequado da sua voz.
- Se notar algum problema com sua voz, procure um especialista e depois do diagnóstico, não se esqueça de comunicar à instituição em que você leciona sobre seu problema.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
ALTERIDADE..... (Frei Betto)
Brasil - O que é alteridade? É ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem. A nossa tendência é colonizar o outro, ou partir do princípio de que eu sei e ensino para ele. Ele não sabe. Eu sei melhor e sei mais do que ele. Toda a estrutura do ensino no Brasil, criticada pelo professor Paulo Freire, é fundada nessa concepção. O professor ensina e o aluno aprende. É evidente que nós sabemos algumas coisas e, aqueles que não foram à escola, sabem outras tantas, e graças a essa complementação vivemos em sociedade. Como disse um operário num curso de educação popular: "Sei que, como todo mundo, não sei muitas coisas". Numa sociedade como a brasileira em que o apartheid é tão arraigado, predomina a concepção de que aqueles que fazem serviço braçal não sabem. No entanto, nós que fomos formados como anjos barrocos da Bahia e de Minas, que só têm cabeça e não têm corpo, não sabemos o que fazer das mãos. Passamos anos na escola, saímos com Ph.D., porém não sabemos cozinhar, costurar, trocar uma tomada ou um interruptor, identificar o defeito do automóvel... e nos consideramos eruditos. E o que é pior, não temos equilíbrio emocional para lidar com as relações de alteridade. Daí por que, agora, substituíram o Q.I. para o Q.E., o Quociente Intelectual para o Quociente Emocional. Por quê? Porque as empresas estão constatando que há, entre seus altos funcionários, uns meninões infantilizados, que não conseguem lidar com o conflito, discutir com o colega de trabalho, receber uma advertência do chefe e, muito menos, fazer uma crítica ao chefe. Bem, nem precisamos falar de empresa. Basta conferir na relação entre casais. Haja reações infantis... Quem dera fosse levada à prática a idéia de, pelo menos a cada três meses, um setor da empresa fazer uma avaliação, dentro da metodologia de crítica e autocrítica. E que ninguém ficasse isento dessa avaliação. Como Jesus um dia fez, ao reunir um grupo dos doze e perguntou: "O que o povo pensa de mim?" E depois acrescentou: "E o que vocês pensam de mim?" Quem, na cultura ocidental, melhor enfatizou a radical dignidade de cada ser humano, inclusive a sacralidade, foi Jesus. O sujeito pode ser paralítico, cego, imbecil, inútil, pecador, mas ele é templo vivo de Deus, é imagem e semelhança de Deus. Isso é uma herança da tradição hebraica. Todo ser humano, dentro da perspectiva judaica ou cristã, é dotado de dignidade pelo simples fato de ser vivo. Não só o ser humano, todo o Universo. Paulo, na Epístola aos Romanos, assinala: "Toda a Criação geme em dores de parto por sua redenção". Dentro desse quadro, o desafio que se coloca para nós é como transformar essas cinco instituições pilares da sociedade em que vivemos: família, escola, Estado (o espaço do poder público, da administração pública), Igreja (os espaços religiosos) e trabalho. Como torná-los comunidades de resgate da cidadania e de exercício da alteridade democrática? O desafio é transformar essas instituições naquilo que elas deveriam ser sempre: comunidades. E comunidades de alteridade. Aqui entra a perspectiva da generosidade. Só existe generosidade na medida em que percebo o outro como outro e a diferença do outro em relação a mim. Então sou capaz de entrar em relação com ele pela única via possível porque, se tirar essa via, caio no colonialismo, vou querer ser como ele ou que ele seja como sou -a via do amor, se quisermos usar uma expressão evangélica; a via do respeito, se quisermos usar uma expressão ética; a via do reconhecimento dos seus direitos, se quisermos usar uma expressão jurídica; a via do resgate do realce da sua dignidade como ser humano, se quisermos usar uma expressão moral. Ou seja, isso supõe a via mais curta da comunicação humana, que é o diálogo e a capacidade de entender o outro a partir da sua experiência de vida e da sua interioridade. *
quinta-feira, 11 de junho de 2009
QUANDO O ENSINO FICA PELA METADE ? ! ! ?
Só 53,7% das crianças brasileiras matriculadas no Ensino Fundamental conseguem concluir a 8ª série (9º ano).
No Ensino Médio, só 50,9% dos matriculados chegam ao fim do curso.
Relatório do Unicef.
Fonte: Jornal O Globo, 10 de junho de 2009
No Ensino Médio, só 50,9% dos matriculados chegam ao fim do curso.
Relatório do Unicef.
Fonte: Jornal O Globo, 10 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
A verdade sobre as férias dos professor
O professor, assim como todo trabalhador, tem direito a 30 dias de férias, após 12 meses de "casa". A prerrogativa de conceder as férias é do empregador. No caso especifico do professor, as férias trabalhistas devem coincidir com as escolares.
O Sinpro-Rio sempre lutou pela concessão das férias dos professores por 30 dias no mês de janeiro de cada ano. Desde 2005, estamos tentando colocar este item na Convenção Coletiva.
Do ponto de vista legal, elas devem ser comunicadas ao trabalhador através de documento em duas vias e o pagamento de sua remuneração acrescido do abono de 1/3 até dois dias antes do inicio do período.
Se defendermos que as férias dos professores devem ser tiradas de 2 de janeiro a 1° de fevereiro, cabe ao empregador notificar e pagar as remunerações aludidas acima ate o dia 30 de dezembro do ano anterior. Algumas escolas praticam este procedimento.
Mas há outra situação praticada pelos estabelecimentos de ensino. Ao termino do ano letivo, o professor fica em casa no mês de janeiro e, quando retorna em fevereiro, recebe as férias e o abono além de assinar a notificação de férias com data retroativa ao início do mês de janeiro. Uma manobra ilegal que retira do professor o direito de usufruir os 30 dias.
O pior é que temos visto um grande numero de escolas praticando o que ao nosso olhar é uma perversidade: colocar o professor de férias ao final do ano letivo, por volta do dia 20 ou 21 de dezembro e convocá-lo para trabalhar a partir de 21 de janeiro.
Esta postura de determinadas escolas tem feito com que vários professores não tenham mais o mês de janeiro como referência para suas férias. Entra de férias numa escola e volta em outra escola. Estudos neurolinguísticos mostram que somente após os 20 primeiros dias de ferias é que o trabalhador acaba se desligando de suas tarefas, relaxando e sentindo-se efetivamente "de férias". Num quadro desses, onde ele sai numa escola e retorna em outra, é obvio que o descanso fica prejudicado e o retorno as atividades em fevereiro passa a ser penoso.
Diante desse quadro, a instalação coletiva das férias do professores em janeiro está intimamente ligada à sua qualidade de vida e, por conseguinte, à sua saúde. Daí a Campanha de Saúde - lançada pelo Sinpro-Rio - atrelar como condição essencial para a melhoria profissional do professor que suas férias sejam concedidas por 30 dias no mês de janeiro.
Professor, informe ao Sinpro-Rio qual o mês de suas férias trabalhistas. Se foi concedida em janeiro, informe quando você assinou o termo de notificação. Este dado é importante para que possamos mapear efetivamente quantos professores estão rigorosamente de férias nesse mês.
Prof Marcio Fialho - Diretor - Departamento Jurídico
terça-feira, 2 de junho de 2009
CANETA OU FERRAMENTA? Frei Betto - autor de "Alfabetto - Autobiografia Escolar"
O Brasil, nação de bacharéis, julga que profissões técnicas são para incompetentes que não chegam a doutor. Boa profissão domina a caneta, não a ferramenta.De cada 100 brasileiros no mercado de trabalho 72,4 nunca fizeram um curso profissionalizante, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítsica (IBGE) no dia 22 de maio.O governo não investe em qualificação de trabalhadores. Em 2007, apenas 22,4% dos alunos de cursos profissionalizantes estavam matriculados em escolas públicas. Outros 53% dependem de ONGs, sindicatos e instituições particulares. O Sistema S (Senai, Senac, Sebrae) forma apenas 20% dos interessados.Segundo o IBGE, são analfabetos 13,5 milhões de brasileiros com mais de 15 anos. E de 1,8 milhões que frequentavam escolas, 810 mil admitiram não saber ler nem escrever um simples recado.O curso mais procurado é o de informática (41,7%), seguido de comércio e gestão (14%) e indústria e manutenção (11,25). São 215 mil estudantes, pouco para as dimensões do País e suas necessidades.Isso explica o nosso subdesenvolvimento. O Ministério da Educação promete, até 2010, passar de 185 mil para 500 mil vagas em cursos profissionalizantes. As escolas – hoje, 140 – serão 354.O EJA (Educação de Jovens e Adultos), embora acolha trabalhadores, não propõe educação profissionalizante. É preciso trocar o PAC, pelo PAD, Programa de Aceleração do Desenvolvimento.Sem recursos humanos qualificados, uma nação está fadada a sempre depender do mercado externo. Sem educação, o Brasil não tem solução. Nem salvação.
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