sábado, 5 de abril de 2008

TOMANDO CONHECIMENTO DO MUNDO AO REDOR...

O ser humano toma conhecimento do mundo exterior através dos cinco sentidos. Porém eles não apresentam a mesma importância para a aprendizagem, pois a percepção através de um sentido isolado é menos eficaz do que àquela efetivada através de dois ou mais sentidos. Assim, é importante empregar métodos de ensino que utilizem simultaneamente os recursos orais e visuas.
Pesquisas revelam que aprendemos:
  • 1% através do gosto;
  • 1,5% através do tato;
  • 3,5% através do olfato;
  • 11% através do ouvido;
  • 83% através da vista.

Podemos observar também:

  1. Método ensino oral:
  • dados retidos depois de três horas = 70 %
  • dados retidos depois de três dias = 10 %

2. Método ensino visual:

  • dados retidos depois de três horas = 72 %
  • dados retidos depois de três dias = 20 %

3. Método ensino visual e oral (simultaneamente):

  • dados retidos depois de três horas = 85 %
  • dados retidos depois de três dias = 65 %.

A AVALIAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE SABERES II

Ao considerarmos ser o papel da avaliação escolar o de orientar o processo de aprendizagem, tanto para os alunos quanto para os professores, constatamos que um diagnóstico, por si só, não tem qualquer validade, pois de nada adianta classificar os alunos por números ou letras se o resultado não servir de guia à busca de melhorias, soluções alternativas para as dificuldades de aprendizado e contrução conjunta de novas oportunidades de constituição de saberes e conhecimentos.
Assim, sempre será necessário refletir sobre: Como avaliar? Por que valiar? O que fazer com os resultados obtidos? Pois, a concepção ideal da avaliação engloba necessariamente a avaliação do próprio professor, diz a psicopedagoga Regina Wakim. Portanto, é essencial o professor se auto-avaliar, percebendo a forma como está promovendo as situações de aprendizagem e, se está atendendo ou não às necessidades individuais de cada aluno.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A AVALIAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE SABERES I

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 estabelece que deve haver avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. Portanto, se faz necessário aprofundarmos a discussão sobre o tema, tomarmos consciência do papel social da escola e ressignicarmos a avaliação, no intuito de integrá-la ao processo ensino-aprendizagem.
Pois, se avaliarmos para perceber as dificuldades de nossos alunos e ajudando-os a superá-las, sem expô-los, instigando-os a buscar mais e de forma prazerosa o conhecimento e elogiando seus progressos, estaremos fazendo crescer sua auto-estima, despertando seu interesse e predispondo-o para a aprendizagem. E assim, a avaliação estará realmente cumprindo seu papel.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

4ª Auto-avaliação diagnóstica conceitual

→ O sistema escolar, em geral, e a sua escola, limitam-se a reproduzir as condições do sistema social? Apresentar exemplos e argumentos que justifiquem a resposta.
  • Sim, na maioria das vezes as instituições escolares reproduzem as relações sociais existentes fora dela, pois encoberta sob a aparência de critérios puramente escolares, classifica, seleciona e exclui seus alunos, principalmente através da avaliação arcaica.
    E, infelizmente, não há, pelo menos por enquanto, qualquer possibilidade de romper com as estrutura de reprodução, pois as teorias pedagógicas são uma cortina de fumaça que procura ocultar o poder reprodutor do sistema que está nas mãos dos educadores, visto que os mesmo foram e continuam sendo educados e formados para tal.
    O sistema de ensino filtra os alunos sem que eles se dêem conta e, com isso, reproduz as relações vigentes, sem possibilidade de mudanças.
    Esta filtragem se dá, quando o ensino aprendizagem não se processa tendo como tônica a avaliação qualitativa, a qual poderia levar-nos ao pretendido padrão de qualidade. Pois este padrão significa principalmente, uma escola engajada a um projeto de educação abrangente e significativa, atendendo às necessidades locais.
    Mesmos as instituições que adotam os denominados “Ciclos”, ainda se apresentam classificatórias, pois permitem que seus alunos prossigam seus estudos sem se preocuparem, na maioria das vezes, com o aprendizado construtivo de seus alunos. Assim, infelizmente, estamos convivendo com crianças que apesar da escolaridade declarada não apresentam si quer o mínimo necessário para que possam ser consideradas alfabetizadas ou concluinte do Ensino Fundamental ou Médio. Permitindo assim, que mesmo com um certificado de conclusão de curso, não consiga seguir em frente em sua jornada estudantil ou profissional.
    Outrossim, podemos verificar através de noticiários e publicações que, outras instituições, não diretamente ligadas à educação, estão demonstrando, atualmente, um envolvimento maior com estas questões e, apresentam-se dispostas a prestar colaboração social mais extensa, através de atividades complementares ligadas à arte e aos esportes, no sentido de abrir mais oportunidades para os jovens e, minimizar, ou até exterminar essas reproduções que, só agravam problemas sociais já existentes e, ou até, geram novas situações conflitantes.
    Assim, a escola precisa urgentemente, investir nos valores individuais e coletivos dos alunos, nas múltiplas inteligências de seus grupos, oferecendo espaços geradores de auto-realização, descobertas, debates de temas sociais, reorganização de valores e, principalmente, revitalização da auto-estima de todos que a compõem.

A ratoeira

Preocupadíssimo, o rato viu que o dono da fazenda havia comprado uma ratoeira: estava decidido a matá-lo!
Começou a alertar todos os outros animais:
- Cuidado com a ratoeira! Cuidado com a ratoeira!
A galinha, ouvindo os gritos, pediu que ficasse calado:
- Meu caro rato, sei que isso é um problema para você, mas não me afetará de maneira nenhuma – portanto não faça tanto escândalo!
O rato foi conversar com o porco, que sentiu-se incomodado por ter seu sono interrompido.
- Há uma ratoeira na casa!
- Entendo sua preocupação, e estou solidário com você - respondeu o porco.
- Portanto, garanto que você estará presente nas minhas preces esta noite. Não posso fazer nada, além disso.
Mais solitário que nunca, o rato foi pedir ajuda à vaca.
- Meu caro rato, e o que eu tenho a ver com isso? Você já viu alguma vez uma vaca ser morta por uma ratoeira?
Vendo que não conseguia a solidariedade de ninguém, o rato voltou até a casa da fazenda, escondeu-se no seu buraco, e passou a noite inteira acordado, com medo que lhe acontecesse uma tragédia.
Durante a madrugada, ouviu-se um barulho: a ratoeira acabava de pegar alguma coisa!
A mulher do fazendeiro desceu para ver se o rato tinha sido morto. Como estava escuro, não percebeu que a armadilha tinha prendido apenas a cauda de uma serpente venenosa: quando se aproximou, foi mordida.
O fazendeiro, escutando os gritos da mulher, acordou e levou-a imediatamente ao hospital. Ela foi tratada como devia, e voltou para casa. Mas continuava com febre. Sabendo que não existe melhor remédio para os doentes que uma boa canja, o fazendeiro matou a galinha.
A mulher começou a se recuperar, e como os dois eram muito queridos na região, os vizinhos vieram visitá-los. Agradecido por tal demonstração de carinho, o fazendeiro matou o porco para poder servir aos seus amigos.
Finalmente, a mulher se recuperou, mas os custos com o tratamento foram muito altos. O fazendeiro enviou sua vaca ao matadouro, e usou o dinheiro arrecadado com a venda da carne para pagar todas as despesas.
O rato assistiu aquilo tudo, sempre pensando:
"Bem que eu avisei. Não teria sido muito melhor se a galinha, o porco e a vaca tivessem entendido que o problema de um de nós coloca todo mundo em risco?"

APRENDEMOS.....

10% do que lemos
20% do que ouvimos
30% do que vemos e ouvimos
70% do que discutimos com outras pessoas
80% do que experimentamos
95% do que ensinamos a outras pessoas.
  • Efetividade das estratégias de ensino-aprendizagem - William Glasses

terça-feira, 1 de abril de 2008

PARA REFLETIR

O que eu ouço, esqueço.
O que eu vejo, lembro.
O que eu faço, aprendo. (Confúcio)